terça-feira, junho 21, 2011

‘Intruso’, Ademílson faz dois gols e dá vitória ao Brasil na estreia do Mundial

Nem Adryan, nem Lucas Piazon, tampouco Guilherme. Foi um “intruso” o grande nome da vitória da Seleção Brasileira sub-17 na estreia do Mundial da categoria, contra a Dinamarca, por 3 a 0, nesta segunda-feira, no Estádio Guadalajara, no México, pelo Grupo F. Fora da campanha do Sul-Americano, o atacante Ademílson, do São Paulo, brilhou ao marcar dois gols e dar o passe para o outro, de Wallace, do Fluminense no pontapé da caminhada rumo a um possível pentacampeonato.

Com três pontos, a equipe do técnico Emerson Ávila dá passo importante para garantir uma vaga nas oitavas de final - os dois melhores de cada grupo se classificam, além dos quatro melhores terceiros colocados. No outro jogo da chave, a Austrália derrotou a Costa do Marfim, por 2 a 1, de virada. Makarounas e Tombides anotaram para os cangurus, com Souleymane descontando.

A Seleção volta a campo já na próxima quinta-feira, na mesma cidade. Às 17h (de Brasília) e 15h locais, o Brasil encara a Austrália. Os escandinavos, que necessitam de uma vitória, encaram os africanos na sequência.

Pressão inicial é da Dinamarca

Semifinalista da Eurocopa sub-17 em maio, a Dinamarca foi quem mandou no primeiro tempo. Adiantou a marcação, contou com uma ajuda do nervosismo brasileiro e pressionou nos momentos iniciais. Mas não foi o suficiente para brecar a individualidade brasileira. Em um dos poucos ataques nos 45 minutos, os campeões sul-americanos acharam o gol que, se não fazia justiça no placar, ao menos premiava a competência nas finalizações.

Foi de Ademílson, o menos badalado do setor ofensivo, o gol que deu a vantagem no intervalo: aos 32, em chute cruzado e de fora da área, que tocou nos dedos do goleiro Korch e na trave antes de entrar. Foi exatamente a segunda grande oportunidade da equipe do técnico Emerson Ávila, que contou com boa atuação do goleiro Charles e um chute prévio de Lucas Piazon aos 29.

Até os 16 minutos, três boas chances já haviam sido criadas pelos escandinavos. O arqueiro apareceu bem em duas delas. Na que ele somente olhou, logo aos três minutos, Norgaard encontrou espaço e chutou para fora, da entrada da área.

Preocupado, Charles sinalizou uma falha na marcação - os volantes brasileiros davam espaço suficiente para a Dinamarca chegar com perigo. Foi assim aos 5, quando Norgaard, de novo, invadiu a grande área, limpou a zaga e rolou para trás. Zohore finalizou com força, mas em cima de Charles, que mostrou reflexo apurado.

Enquanto a torcida gritava nas arquibancadas quando Piazon ou Adryan tocavam na bola, os destaques brasileiros seguiam com dificuldade para armar jogadas. Nas poucas vezes em que a bola chegava, batiam cabeça. E a Dinamarca aproveitava. Aos 16, Olsen lançou Norgaard, sempre ele, que deu um sem pulo e obrigou Charles a fazer a melhor defesa da partida.

Os nórdicos também tinham outros bons valores individuais. O atacante Fischer, por exemplo, quase anotou um golaço aos 38. Recebeu na ponta-esquerda, deu um drible rápido em Wallace, cortou Matheus e chutou para a defesa de Charles. O Brasil, agora com rapidez, respondeu aos 40, mas Ademilson preferiu consagrar Adryan quando poderia finalizar e errou o passe.

Brasil sobra no segundo tempo e mata o jogo

O Brasil voltou em ritmo ainda mais forte e se impôs com facilidade na primeira metade da etapa final. Até os 12, quando marcou com Wallace, desperdiçou quatro grandes chances, com Piazon, Guilherme, duas vezes, e Ademílson, este último em linda conclusão após cabeçada de Adryan. O gol saiu com naturalidade: Ademílson descolou lindo passe para Wallace para o lateral, que invadiu a área e optou corretamente pelo chute forte, no alto.

A Dinamarca parecia cansada e assustava apenas nas bolas paradas. O Brasil, inteiro, ainda iria perder outros gols, com Adryan, Ademílson e Nathan. E também iria fechar o placar. Aos 32, Ademílson confirmou ser o nome do jogo ao receber de Adryan e emendar bonito chute, também de fora da área.

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